Olá, meus amigos(as)! Tudo tranquilo com vocês?

O tema de hoje aqui no blog é: “Como as esposas ficam protegidas nos investimentos?”.

Esta pergunta me fora encaminhada por um dos nossos alunos do curso de J-REITs e ETFs, lá no nosso grupo de WhatsApp. E rendeu um ótimo debate por lá.

Deixando de lado o “pano de fundo” que embasou a questão proposta pelo estimado aluno, vou me ater somente à questão em si, que vale para qualquer cenário.

Só vou fazer uma breve, e necessária, introdução(zinha) antes de responder objetivamente à pergunta.

Robert Kiyosaki, no seu clássico livro “Pai Rico, Pai Pobre”, apontou que 4 são as habilidades que constituem a chamada Inteligência Financeira.

Segundo o autor, essas 4 habilidades são:

1- Contabilidade: que te permite ler os números, conhecer as informações contáveis, entender o fluxo de caixa, créditos e débitos, origens e aplicações de recursos.

2- Estratégias de investimentos: para identificar as melhores formas de alocar dinheiro para fazer mais dinheiro.

3- Entender o mercado: compreender a lei da oferta e demanda a fim de identificar as necessidades e desejos de um determinado público e oferecer produto ou serviço para ganhar dinheiro com isso.

4- Lei: isto é, conhecer as regras e legislação referente aos negócios, a fim de andar dentro da lei e conhecer seus direitos e deveres.

Essa habilidades constituem a inteligência financeira, que é um tipo de inteligência que nos possibilita identificar e criar oportunidades de ganhar dinheiro, fazer dinheiro com dinheiro, multiplicar e preservar o capital.

Esbocei isto acima com o objetivo de dar embasamento à resposta…

Entrando no mérito da questão colocada pelo aluno:

“como as esposas ficam protegidas nos investimentos?”

Em primeiro lugar, contando com a parceria de um esposo que, antes de mais nada, seja uma pessoa de caráter,  e que tenha inteligência financeira, com as habilidades descritas acima, e que tenha uma filosofia de construção de patrimônio que seja “transgeracional”,  isto é, a formação de patrimônio gerador de renda para a esposa, filhos, netos, bisnetos… enfim, para a sua descendência; que seja um marido disposto a deixar um legado para a família na geração de patrimônio.

E ainda, o esposo deve chamar a esposa à conscientização financeira, colocando-a a par dos investimentos da família, informando-a os dados das contas, senhas, quantias, o que fazer em caso de infortúnio; e mais, buscar diversificar as alocações de capital em contas no nome da esposa além do seu próprio, ou em contas conjuntas.

Segundo, a própria esposa ter tais habilidades, para ela poder cooperar com a gestão das finanças de forma eficaz, com a construção patrimonial da família, e em caso de adversidades (divórcio, abandono, viuvez etc) reunir condições de criar, ela mesma, com independência, oportunidades em meio ao caos, com inteligência financeira identificar formas de fazer dinheiro.

Terceiro, na falta de inteligência financeira ampla, cabe à esposa ter ao menos uma noção acerca da primeira e da quarta habilidade descritas pelo Robert Kiyosaki:

Noção da contabilidade familiar – conhecimento dos fluxos de caixa da família e ter atitude proativa em relação a querer saber onde o patrimônio está sendo investido, qual o percentual da renda está sendo investido; e exigir ser informada pelo o marido sobre os dados referentes às contas de investimentos, dinheiro a receber, situação patrimonial, dívidas etc.

Noção dos seus direitos legais, a esposa deve buscar conhecer a legislação referente à partilha de bens em caso de separação ou abandono.

Enfim, é um assunto sério, que vale a conscientização.

Abraços,

Marcelo Sávio