A gestão do risco é negligenciada pela maioria das pessoas e empresários, por vezes, até por grandes multinacionais, como no caso da Vale S.A, recentemente.

Você pode ter um ótimo salário, uma excepcional fonte de renda ou um excelente faturamento com boas margens de lucro no seu negócio, mas se a gestão do risco for negligenciada, ai, alguns poucos eventos podem te colocar em sérios apuros e anular anos de esforços.

Pagar seguros, por exemplo, é uma forma de gestão do risco. Provisionar recursos, idem.

Mapear fatores de riscos, tentando se antecipar e estar preparado, mesmo nos tempos de bonança, tendo um plano de ação também é uma forma de gestão do risco.

“[…] na paz, o exercício deve ser mais intenso que na guerra, o que pode ser feito de duas maneiras: primeiramente, com ações; depois, com a mente”, já havia ponderado Maquiavel em ‘O Príncipe’, que ainda deu exemplo de como deve ser feita a gestão do risco com uma crônica antiga:

“Filopêmenes, príncipe dos aqueus, recebeu muitas loas dos que escreveram sobre ele, entre as quais a de sempre ter pensado em como fazer a guerra em tempos de paz; e, quando estava no campo com amigos, muitas vezes parava e ponderava com eles: “Se os inimigos estivessem naquela colina, e nós estivéssemos aqui, com o nosso exército, quem de nós estaria em vantagem? Como, mantendo a organização, poderíamos ir ao encontro deles? Se quiséssemos bater em retirada, como faríamos? Se eles se retirassem, como os perseguiríamos?”. E, enquanto caminhava, [PRESTE ATENÇÃO] propunha-lhes todos os casos [riscos] que podem ocorrer a um exército: escutava as opiniões, expunha a sua, corroborava com argumentos, de tal modo que, devido a essas constantes cogitações, jamais surgiria nenhum acidente para o qual ele não tivesse um remédio ao guiar seus exércitos.” (grifos meus)

Na gestão do risco, você pode fazer igual o príncipe Filopêmenes: reunir sua família, seus funcionários, ou seus executivos, se for o caso, e ponderar com eles sobre diversas situações adversas que podem acontecer. Assim, tenho certeza que, essas constantes cogitações vão lhes deixar preparados para tempos de crise.

Esteja preparado!

A história, noticiários recentes e crises passadas têm fartos exemplos para analisarmos e tirarmos lições para traçarmos um plano de ação e estarmos preparados em tempos de crise.

(Marcelo Sávio)